31/05/2010

Um barco sem remo

Acabou o dia,
Foi-se em silêncio,
E pouco a pouco escurecendo
Nós ficamos dormindo.

Acabou o sonho
Acordado de sobressalto
De vez em quando por alto
O avistamos já longe

Digo isso sem melancolia
Pois sei q morro todo dia
E sinto um enorme alívio
Em renascer sem culpa

Apenas um segundo,
Um sopro de vida,
Pequeno milagre,
Irrelevante divindade.

30/05/2010

Mais alto que a raiva

Hei, nós nos vendemos para o crime
alimentamos a burrice
reelejemos os devastos
mais traiçoeiros do que ratos

Hei, corrupção e a maldade
o crescimentoda cidade
a hierarquia sob o poder
entre lucifer

O caos no dominio
trocando ouro por filho
um paraiso embargado
o sangue jovem corrompido
pelo poder


Hei, mais outro dia pela sorte
a moradia na mesma ponte
desabrigados na avenida
as limosines em brasilia

Hei, os nossos filhos sem futuro
os traficantes tem o mundo
as prostitutas condenadas
o homen santo vem a caça

O caos no dominio
trocando ouro por filho
um paraiso embargado
o sangue jovem corrompido
pelo poder

Mais vultos na historia
a paz passou da hora
o sol ficou mais lento
a raiva chegou mais cedo

Hei, sobrecaidos na estrada
a pátria amada não é nada
seus deputados moribundos
a maldição do nosso mundo

Hei, mais uma fila nas esquinas
homens se matam por bebidas
os homens tolos no poder
entre lucifer

28/05/2010

Aos meus netos

Nossos filhos já estão condenados,
Com o fado de nossos antepassados,
E o máximo que podemos fazer por eles,
É encher seus corações com a tristeza dos poetas que somos,
Para que um dia eles possam acordar
E quem sabe, esperançosamente algum dia,
Trazer a verdadeira felicidade,
De ser poeta aos seus filhos.

25/05/2010

Duelo ao Meio Dia

Com a mão no coldre o cowboy observa
do outro lado da rua seu alvo perigoso
tenta não pensar no objeto belicoso
que na cintura adversária dor lhe reserva

"Ao fim das badaladas os tiros vão começar."
disse o desafio no Saloon noite passada
Tudo por causa de uma entrepida jogada
na mesa de poker deste imundo lugar

O sol castiga o empoeirado chão
e as badaladas começam a tocar
pode-se sentir em ambos a tensão

Ao fim da última se ouve o estampido
e antes que se possa imaginar
cai morto este Cowboy tão destemido

O PORTAL DOS MORTOS



PRIMEIRA PARTE


Estou velho agora, pelo menos meu corpo está, porque dizem que a alma é eterna, até mesmo a alma de um bruxo, ou pelo menos alguém que nasceu para ser um bruxo, que estudou para ser um bruxo mais que desistiu depois de um acontecimento envolvendo a mim e o meu primo, éramos treinados pelo meu pai e tio dele para sermos grandes bruxos, mais depois do acontecimento que aleijou meu primo eu quis parar e não adiantou meu pai dizer que eu tinha sofrido um trauma e que iria superar, isso já faz pelo menos quarenta anos, eu ainda tenho alguns poderes e realizo alguns truques de magia mais são truques de salão, muito fracos, diferentes dos grandes poderes de meu pai e do pai dele antes dele, se transformavam em ratos e águias, faziam um dia de sol se tornar um dia de neve, entre outras coisas espetaculares, meu maior truque é deslocar um copo de um lugar para outro, tele-transporte, fazia isso com animais mais eles morriam depois do transporte o que me fazia lembrar como meu primo saiu da caixa preta.

Voltou a morar com os pais depois que estes decidiram por ele que ele não deveria mais se meter com magia, e mesmo em uma cadeira de rodas meu primo lutou para ficar, mas no fim foi levado para longe de meu pai e da ordem dos bruxos a qual pertencíamos, no entanto o aleijamento causado pela mágica errada não foi a única desgraça na vida do meu primo, sua família começou a ficar doente, e a morrer um a um, até que em fim ele ficou sem ter para onde ir e veio morar comigo, as vezes olho para ele sentado na cadeira de rodas e olhando para o jardim e me lembro de quando ele era criança e corria por este mesmo lugar, e por uma tolice de criança acabamos nesta situação. Eu um mágico decadente e ele um cadeirante deste sem vida alguma.

Nunca culpei meu pai e acho que o primo também não, pois ele sempre dizia para nós:

- Pedro. - e para meu primo. - Paulo, vocês vão aprender tudo no seu tempo, podem fazer as perguntas que quiserem que eu vejo se posso responder, mais nunca façam nada que não tenham certeza que possam controlar, a biblioteca ficará trancada pois tem muitos livros lá que seriam perigosos nas mãos de vocês, por enquanto são aprendizes e assim deverão agir, bem, vamos começar com a aula de hoje vou ensinar vocês a fazer a coisas virarem outras.

- Como quando o senhor transformou o carrinho de mão em um cortador de grama? Perguntei eu, o pequeno menino moreno, e meu primo loiro e um pouco mais alto que eu sorriu lembrando-se do acontecido.

-Sim mais em um nível mais fraco tudo bem. - meu grande pai era um homem alto demais de barba branca e olhos claros que era conhecido por toda família como um grande bruxo bom, a mãe de meu primo se alegrou tanto quando ele quis ensinar a nós dois, todos na família eram participantes da mesma religião bruxa mais poucos tinham poderes como os do meu pai e como os que era para eu e Paulo ter.

Às vezes depois de alguns meses eu sentia falta de Paulo, e era sempre quando meu pai não estava em casa, ele sumia na grande mansão e demorava a aparecer, estaria ele usando algum feitiço de invisibilidade? Eu procurava e procurava e não o achava, por duas vezes o vi saindo do escritório do meu pai, olhos contentes sorriso nos lábios, olhava de um lado para o outro e eu atrás da mesa de jantar o vi correr me chamando.

Esperei que ele sumisse outra vez, e sabia que isso só aconteceria quando meu pai saísse, então ele disse que iria comprar alguns ingredientes para uma poção nova, andei pela casa lendo um livro de bruxaria para adolescentes quando me dei conta que Paulo não estava em lugar algum, fui direto para o escritório do meu pai, e fiquei debaixo da mesa dele para ver o que acontecia, ainda bem que não precisei esperar muito porque tinha medo de meu pai chegar e me achar ali.

Ouvi algo se movimentar, olhei e notei uma das estantes de livro se movendo, era uma porta, e desta porta saiu Paulo como era de se esperar...

- Paulo o que é isso? Gritei saindo de onde estava e dando um susto no meu primo.

- Droga Pedro, pensei que fosse o tio. - disse olhando para a prateleira puxando um livro e antes de tirá-lo da prateleira recolocou ele no lugar e depois disso a porta feita da estante fechou-se e eu pude ver um corredor atrás da porta.

- O que isso? Perguntei querendo sair logo dali.

- E a passagem para biblioteca. - disse sorrindo um pouco. - Fiquei espiando seu pai para ver como entrar na sala mais ele nunca destrancava aquela porta, o único lugar que ele sempre vinha era paro o escritório, você nunca notou isso.

- Não. - disse ficando um pouco irritado comigo mesmo por nunca prestar atenção nos hábitos de meu pai.

- Então, eu o espiei pela janela e vi-o entrar por esta porta, entrei a noite quando vocês e os empregados estavam dormindo, e lá estava, vinha a noite mais depois achei melhor não entrar mais quando ele estivesse em casa.

- Se ele te pegar lá dentro vai te mandar de volta para sua casa. - eu disse saindo andando e ele foi me seguindo e tentando argumentar.

- Pedro, você não pode contar para ele, escuta. - passou na minha frente e me parou com as mãos. - Não somos aprendizes de bruxos, eu só estava lendo e mais nada, eu juro não fiz nada de errado.

- Eu não sei meu pai disse que tem coisas...

- Eu sei que não e bom saber mais também disse que não há tesouro maior que o conhecimento, é isso eu só leio os livros que estão lá. - respirei fundo e perguntei deixando ser levado pela curiosidade.

- O que mais tem lá?

- Muitas coisas, varinhas, vassouras, dois caldeirões, e uma caixa de magia grande... e fomos andando enquanto ele me contava tudo que tinha visto lá dentro, e não demorou muito para eu mesmo me aventurar pela biblioteca, mais isso não foi o pior que aconteceu o pior estava por vim quando um dia meu primo entrou no meu quarto assim que amanheceu e me disse:

- Primo tem um ritual que podemos fazer.

- Há não nem pensar. - Disse me sentando na cama. - Não quero chamar dragões nem conversar com fantasmas isso tudo e perigoso demais.

- Não primo, é uma coisa bem simples. - disse ele enquanto eu trocava de roupas, não queria ouvir ele, tinha muito medo, já tinha visto alguns rituais de meu pai que deram errado, via atrás das portas e não queria ter que enfrentar os mesmo demônios, raios, sombras e fantasmas.

- Não, Paulo eu não quero.

- Bom eu vou fazer hoje a noite, já que o tio vai para aquela festa e só volta pela manha, você pode ir ou não.

- Posso contar para meu pai, - eu disse vendo ele parar na porta do meu quarto antes de sair.

- Pode contar, eu não quero viver aqui se não puder ser um grande bruxo, e o que estou tentando ser o maior. - antes eu tivesse contando para meu pai, Paulo saiu do quarto e eu não disse nada , mais tarde eu estava parado na porta secreta depois de meu pai sair, sabendo que meu primo estava lá dentro.

continua....


23/05/2010

7 de Copas


Essa noite, em meus sonhos,

Eu era um sete, bem vermelho e de copas,

Eu montava um cavalo,

Tão rubro quanto minha armadura.


Eu me lembro de sorrir,

E responder quando ele me dizia bom dia,

Juntos saltamos as muralhas

E alcançamos a liberdade.

Assim que caímos no gramado,

Porém,

As rosas tão coradas e avermelhadas,

Culparam-nos por cair em cima delas.


Fomos punidos com espinhos,

E como se fosse um beliscão,

Enfim eu acordei.


Que sonho tolo,

Nem sei montar a cavalo.


20/05/2010

Neve Escarlate



A noite negra cai sobre as arvores como um manto de trevas vindo do céu, ocultando a presença daqueles que participarão do banquete da vingança. A luz da lua cheia, que se encontra bem acima com algumas nuvens ao redor, reflete sua palidez na neve que cobre o chão e nos afunda a cada passo rumo ao massacre. O vento frio sopra fazendo barulho entre os galhos, não esfria meu ódio, a caçada a estes monstros imundos e assassinos não pode parar! Como uma sombra mais escura que o breu dos medos mais íntimos de cada ser, eu os perseguirei e os encurralarei indefesos contra minha presença. A neve cai e cobre seus rastros, mas não é preciso ver para segui-los, seu cheiro pode ser sentido a distância e o olfato mais apurado de um de nossos irmãos diz que estão próximos.
Tentamos viver sempre longe para não termos que conviver junto a eles, mas estas criaturas bestiais chegam com suas lanças que brilham e nos matam a distância e suas garras brilhantes que nos cortam, depois nos deixam para apodrecer sobre a terra.
A pouco tempo estava caçando com irmãos para alimentarmos nossas famílias, quando ouvimos os estouros e os chamados desesperados, voltamos o mais rápido que pudemos. Conforme me aproximava meu coração ia se despedaçando ao imaginar o que havia acontecido. A cena que presenciei foi o despertar da ira! Muitos dos nossos, incluindo os pequenos, estavam jogados como lixo na neve, agora vermelha com sangue inocente, feridos, dilacerados e sem pele. Alguns ainda tentavam dar algum suspiro resistindo inutilmente aos ferimentos causados pelas lanças malditas que brilham e estouram, e entre estes moribundos, vi meu filho mais velho ao lado dos corpos inertes de meus outros três pequenos, mortos e mutilados com as vísceras a mostra. Com alguns rosnados quase não audíveis, ele me disse que tentou protegê-los, mas os monstros são maiores e atacaram sem piedade. Pouco antes de finalmente nos deixar, meu filho apontou a direção em que foram. Meus filhos foram mortos de maneira cruel e covarde!
Convocados todos os parentes que estavam ao redor, iniciamos a caçada mortal contra este lixo expelido da terra! Agora os encontramos numa clareira ao redor da grande luz tremulante sobre a qual eles colocam partes de outros animais, eles estão usando peles sobre o seu corpo, peles de nossos parentes, como pode uma aberração tão grande como esta?
Eles não tem saída, estamos em maior número e escondidos nas trevas esperando a hora certa com os olhos carregados com o horror do pior dos pesadelos. Consigo ver a pequena forma ondulante que passa à minha vista cada vez que respiro, antes de dar o sinal de ataque. Após um longo suspiro, levantei minha cabeça e bradei o grito de guerra, fui respondido por todos os que me acompanhavam. Todas as criaturas que ali estavam, em volta da luz, se levantaram e pegaram suas lanças malditas e suas garras brilhantes para se defender, nada conseguiam ver a não ser centenas de círculos brilhando ao seu redor na escuridão a observá-los atentamente antes de invadirmos a clareira, eles podem ser maiores e ter suas armas, mas nós temos o ódio e o medo que impomos com o olhar.
Derrubamos e atacamos em grupo, sem piedade, fazendo com que a pequena clareira fosse palco de um espetáculo sombrio em preto e branco que acaba de ganhar cor com o vermelho que banha a todos. Alguns de nós acabam sucumbindo as malditas lanças, mas uma hora elas pararam de funcionar e é o momento em que os monstros se curvam perante ao verdadeiro horror. Um deles, atacado por meu irmão, caiu sobre a luz que tremeluzia e os dois foram envolvidos por ela, mesmo gritando pela dor que ela causava, meu irmão apertou o pescoço de seu adversário até ambos deixarem a vida.
O ultimo deles foi encurralado e retirou sua presa brilhante que carregava junto ao corpo, eu avancei ofegante e vagarosamente sobre ele como a saborear este momento, em seus olhos eu vi o medo que consumia todo o seu corpo e fazia com que fosse uma simples presa aos meus olhos. Com um pulo eu o ataquei em fúria, mas ele me cortou e feriu um de meus olhos antes de irmos ao chão. Caímos juntos e facilmente o dominei. Quando finalmente estava sobre seu peito, o ouvi resmungar algo em seu idioma estranho, não sei o que disse, mas o som irá ficar em minha mente até o fim de meus dias: “malditos lobos”
Então encravei minhas presas o mais profundo que consegui em seu pescoço e não parei nem mesmo quando não sentia mais o sangue quente que espirrava sobre mim. Ao final, cada  sobrevivente olhou para o alto em direção a grande orbe de prata e todos agradecemos pela chance de vingança que nos dera. Se existe algo que foi criado pela terra da qual eu sinto um ódio infindável, são estes monstros que se intitulam “homens”.



Você também pode ouvir este conto clicando aqui!

Leonardo Rodrigues

Algo além de tempo perdido

De vários medos sou o dono,

Também senhor de incontáveis vergonhas,

O grande rei manco, da horda de bastardos,

Feitor da lâmina, e pai do sangue.


Do falso orgulho que pensei desfrutar

Fiz o abrigo, onde mais mentiras me consolam,

Da chuva, trovão e raio

Fiz minha rainha, cega e santificada

Pelos que habitam o deserto obsoleto,

Que n’algum tempo esquecido fora chamado de homem,


Com a única certeza que todos temos,

Fiz um altar, íntimo e secreto,


Das lascas que me compunham,

Fiz lacunas impreenchíveis,

Fiz rios secos e inóspitos,

Fiz os vermes de minha carne,


Depois chorei,

Quando eu vi uma trêmula sombra,

Sozinha e fraca,

No terreno aos meus pés.



Escravo Coração

O calor escaldante de seu desejo
me faz um bobo fantoche como queira
mesmo em face da dor tão costumeira

não consigo fugir logo do que vejo

Quero sair desta luxuria e sedução
Pois sei o que me pedirá em troca
Mas suas magias de felina invoca
Sou incapaz de dizer um simples: Não

Então sou seu servo novamente
preciso mudar esta situação
desvencilhar-me de tal corrente

Já que sofrer tal provocação
impede que se sinta realmente
o que bate em meu escravo coração

17/05/2010

Impropriamente dita

De Súbito aquele olhar parecia devorar o meu,

E em resposta eu tentava fugir,

Pois em meu íntimo sabia,

Que mesmo que eu quisesse não poderia vencê-lo:


“Criança covarde, nunca ouse novamente,

Nem pense que irei embora,

Enquanto dorme, em torpe mente

Aguardarei-lhe aqui, do lado de fora”


Em seu bestial semblante,

Eu encontrei a dor que despertara tarde,

Na expressão deveras vil,

Pude sentir a verdade, horrivelmente dita em voz feral:


“Tenho nojo de tua conduta,

Sinto ânsia de ver tua vida e almejo teu fim retardo.

Teu refúgio tornou-se um inferno,

Onde és castigado e possui um trono “


Balbuciando o remorso vertido em lágrimas

Compreendi seu poder e concordei sem condenar,

Ainda em frente a tal carrasco, naquele palco da minha vida,

Ouvi a verdade, propriamente dita

Condenando-me em frente ao espelho.

O Templário e o Lobo Vermelho



25 de Junho do ano de 1187 de nosso Senhor. Um homem solitário cavalga desesperadamente pelas pradarias próximas a Jerusalém. Desidratado, com um ferimento profundo no braço esquerdo e o ar lhe entrando nos pulmões como labaredas de fogo, ele é perseguido por um grupo de sarracenos disparando flechas que passam zunindo ao seu lado. Seu cavalo dá toda a energia que lhe resta para sobreviver, mas perde suas forças quando as flechas o encontram.
Assim que conseguiu se levantar, após seu cavalo ser abatido, tonto e fraco, se viu sendo cercado pelos seus perseguidores que gritavam em um idioma que não entendia, apontando lanças e arcos em sua direção. Um dos sarracenos desceu do cavalo com uma cimitarra em mãos e assumiu posição de combate com a lâmina na horizontal sobre a cabeça. Mesmo sabendo que provavelmente morreria Olaf não desistiu. Segurando firmemente sua longa espada, que ostenta uma cruz em seu cabo semelhante a grande cruz vermelha que cobre toda a frente de seu manto branco mostrando que é um Cavaleiro da Ordem dos Templários, se preparou para o combate.
Com movimentos limitados devido ao cansaço e ao ferimento, Olaf conseguiu se desviar e se defender com dificuldade das investidas do sarraceno que avançava cada vez mais. Enquanto lutavam, os outros somente assistiam, dentre eles, um homem mais altivo e imponente portando duas cimitarras observava atentamente ao combate. Entre choques de laminas que produziam um som agudo, o Templário conseguiu um golpe mais rápido e forte que acertou de cima para baixo entre a clavícula esquerda e o pescoço do muçulmano que caiu se afogando em sangue.
Dominado pela exaustão e mal conseguindo se manter de pé, Olaf girou sua espada e a encravou no chão para se apoiar. O homem que assistia atentamente ao combate veio em sua direção, demonstrando ser o líder do grupo acompanhado por outro sarraceno desarmado. Disse algo que o Templário não pode entender.
– Não falo seu idioma! – Disse Olaf ofegante e caindo sobre um joelho – Eu não falo seu idioma!
O homem desarmado disse algo para o líder e em seguida voltou-se para Olaf. – O que faz rondando nosso acampamento, Templário? – não houve resposta – Eu entendo seu idioma, e o general acha que você é um espião ou um batedor, diga, o que faz em nosso acampamento?