28/06/2010

So Alive

Fluindo dentre minhas veias,
Como eu te amo "opiamente"
Posso sentir a violação de cada partícula
Que era antes inerte e morta em meu ser,

E incessantemente agradeço lhe
Por invadir meu templo e me fazer enxergar,
O que eu privava de mim mesmo.

Quem precisa de paz quando se tem a poesia?

Seja brutal e deixe para trás,
Apenas a saudade e as cicatrizes tão belas,

Que estampadas em minha face,
Como numa tela tingida há séculos,

Ainda hoje me fazem arrepiar
Ao saber que você já existiu pra mim,
Dentro de meus olhos diante do espelho.

LOUCURA PARTE 3 DE 3



- Acho que o senhor enganou ela para poder falar comigo não foi?
- Sim, eu queria saber mais, tem coisas que ela não quer me contar que eu acho que você pode.
- Tipo o que?
- Tipo o que aconteceu com o menino, você acha que ela matou seu irmão?
- Ela matou nosso irmão, foi um dia quando ele era apenas um bebe, e ela era vista como maluca pela vizinhança toda, nosso pai não lhe deu carinho antes muito menos depois quando nosso pequeno nasceu, a mãe ainda tentava cuidar dos dois mais o bebe tomava muito de seu tempo, certa manha enquanto o bebe dormia, nossa mãe saiu para o mercado deixando a irmã como baba por cerca de meia hora.
- Bebe estupido.- disse ela olhando para o quarto. - Eu poderia ser amada se não fosse você. - disse ela e foi a primeira vez que nos dividimos, ela se levantou e começou a andar na direção do quarto, então surgi na sua frente.
- O que vai fazer. - gritei para ela que continuava andando na direção do quarto. - Nossa mãe disse para cuidar do bebe não machuca-lo.
- Eu não vou machuca-lo só castiga-lo.- disse ela olhando para mim e tendo a certeza de que falava sozinha, pegou o lixo da cozinha cheio de papeis e levou para o quarto junto com ela, usou um fosforo para acender o fogo, fechou a porta para a fumaça encher o quarto, gritei para ela não fazer aquilo.
- O bebe vai se machucar, não faça isso. - mais não tinha força como tenho hoje, eu tentei impedi-la mais não conseguia tomar as rédias da situação, vimos a fumaça saindo por baixo da porta e ouvimos o choro dele, ela sorriu e eu me preocupei, quando minha mãe chegou e viu a fumaça saindo por baixo da porta desesperou-se.
- Gloria. - gritou minha mãe correndo para a porta do quarto e abrindo, mais já era tarde, o bebe estava sufocado, levaram ele para o hospital, nosso pai foi chamado e a primeira coisa que ele fez foi gritar com Gloria, dizendo que ela iria ser castigada se algo acontecesse ao irmão, irmão que morreu mais tarde depois de horas em um respirador eletrônico.
- E cá estamos nos eu tentando matar ela para vingar o nosso irmão.
- Maria. -disse o medico chocado com a estoria. - por um acaso seu pai castigou a ... bem castigou você?
- Eu não. - disse a moça. - Castigou a Gloria ela foi internada e depois de um tempo... -a mulher parecia sofrer não conseguia falar, apertava e abria os olhos, Gloria estava voltando e o medico percebeu que corria perigo, se levantou e correu para o fone, a mulher abriu os olhos e viu suas mãos brancas, suas belas roupas e seus cabelos loiros caindo sobre o rosto, olhou em volta e não viu nada que pudesse usar, ela tinha ouvido toda a conversa, com certeza o medico iria interna-la outra vez, por causa de Maria, viu do lado da mesa um vaso grande que ela apanhou e ergueu bem alto.
- Alou. - quando o medico ouviu o guarda viu também a sombra atrás dele e quando se virou o vaso desceu rapidamente em sua cabeça.
- Doutor. - disse ela lançando o vaso no espelho ao fundo. - Acho que sei como resolver meu problema. - se virou e saiu mancando da sala, em dez minutos o medico começava a acordar, viu que estava sozinho.
Saiu correndo do escritório vendo nos rostos aquelas mesma caras de quando entrou, as pessoas lhe olhavam com estranheza, ela se sentia um aliem, um ser de outro mundo, se sentia assim dês que aquela outra figura aparecera na sua vida quando era criança e ela sem querer sufocou seu irmão ate a morte, tinha vindo para o medico para tenta controlar a outra, para fazer ela sumir como por muitos anos conseguiu, como quando estava no hospital onde seu pai lhe internou e a outra tinha sumido com ajuda dos médicos e remédios, Maria era como gostava de ser chamada, depois de um longo tratamento Maria foi empurrada para o fundo, embora os médicos alegassem que algo estava errada ela se sentia bem, então Maria voltou e Gloria achou que o medico seria uma boa ideia mais não foi, agora tinha um homem que sabia o que ela tinha feito e não entendia seu sofrimento.
Andando pela rua Gloria tinha um destino certo, ao passar em frente de uma loja onde havia televisores expostos que reproduzia a rua e todos que passavam na calçada, pelo menos uns vinte, pequenos e grandes, Gloria parou e se virou para loja e no lugar da distinta mulher que ela via todo dia, viu a outra, cabelos negros longos e pretos, olhos maldosos, dentes amarelados, ela esticou os braços e começou a andar como se quisesse sair dos televisores, passo ante passo, respiração rápida, fúria no olhar.
- Não. - Gloria gritou e correu para seu destino, entrou em um ônibus e percebeu que não tinha dinheiro para a passagem, olhou para o motorista com olhos piedosos.
- Não tem dinheiro? - disse o cobrador parecendo enojado com a mulher a sua frente, ela abriu a boca para falar mais ele quase gritou. - Pode descer. - ela se assustou com o tom de voz do comprador.
- Espera moço eu pago a passagem dela.- disse uma senhora entregando o dinheiro para o cobrador que pareceu não gostar da ideia e com relutância pegou o dinheiro e liberou a catraca, passou e si dirigiu ao fundo do ônibus com vergonha da cena, sem ao menos agradecer a mulher que pagou a passagem sentou-se e um banco vazio onde ninguém quis sentar, Gloria se sentia tristes mais com coragem.
Desceu do carro com quase quarenta minutos de viagem, andou mais meia hora em uma rua decerta e chegou a uma grande casa que não era a sua, andou devagar para a porta da frente e decidiu dar a volta no terreno que tanto conhecia, chegou a porta da cozinha e entrou na casa, como muitas vezes fez quando era criança, estava de volta a casa de seu pai, foi ate as gavetas e abriu apanhando uma faca grande, foi andando devagar, sentindo os cabelos no rosto.
- O que vai fazer agora. - ouviu a voz em sua cabeça. - Vai matar seu pai como matou seu irmão?
- Calada. - falou para si mesmo tirando o cabelo dos olhos. - Eu amo muito meu pai, agora sei que para terminar com esta dor ele tem que morrer, assim o amor morrera junto com ele, nunca tive o amor dele e espero que ele perceba isso ao morrer, chegou ao corredor esperando que seu pai estivesse no quarto mais se surpreendeu ao ver que ele entrava pela porta da frente, se virou com a faca na mão.
- Filha. - disse seu pai olhando em seus olhos, em seguida veio a foz de outra. - Não faça isso, isso não vai tirar a dor, porque não aponta para você.
- Filha o que esta fazendo com esta faca?
- Eu sempre gostei de você, você nunca me deu atenção. - ela gritava e avançava na direção do grande homem barbudo. - Pare agora. - sentiu o mão da outra envolver seu pulso e depois seu pescoço, viu o reflexo na porta de entrada atrás de seu pai enquanto o homem não sabia o que fazer, ela sentiu o braço sendo empurrado na direção de sua garganta.
O homem andou devagar na direção da filha que suava e gemia.
- Filha o que esta fazendo? Tenha cuidado com esta faca. - Ele falou ouvindo as duas vozes saindo da mesma boca, como das vezes que visitava a filha no hospital.
- Ela tem que morrer para termos paz. - disse uma para o pai - Não se ele morrer eu vou ter paz. - disse Gloria para Maria, suor e lagrimas de duas almas em um só corpo.
- Ninguém precisa morrer filha. - viu no reflexo a outra segurando ela com força e empurrando o faca que já encostava em sua garganta. - Filha larga esta faca.
Usando uma força que achou que não tinha mais, Gloria se soltou das mãos fortes que não existiam e que a segurava, correu na direção do pai com a faca em punho, enquanto Maria ficou caída no chão, o homem se preparou para o impacto e quando a filha chegou perigosamente perto ele aplicou-lhe um golpe que não sabia onde tinha aprendido, colocou o braço no vão das pernas da filha se abaixando um pouco segurou sua blusa larga, ergueu ela girando a mulher magra no ar e caiu para trás junto com ela.
Caídos no chão, ela desmaiada pelo impacto e ele machucado no braço pela faca; o homem se levantou com dificuldade andou para o telefone e ligou para o hospital psiquiátrico, teve pena da filha ali largada no chão desmaiada ela era exatamente como se lembrava, embora todo este tempo tivesse ficado distante ainda era como quando era criança, magra e com seus apesar de sujos lindos cabelos negros, seu braço sangrava muito.
No hospital o doutor que tinha uma olho morto entrou no quarto da paciente que tinha a alguns dias entrando em seu consultório, chegou perto dela acompanhado de uma enfermeira e falou com a mulher que estava amarrada a cama.
- Ola. -disse o doutor que ainda tinha um galo na cabeça. - Como se senti?
A mulher deitada na cama era magra de cabelos negros e que agora tinha perdido o mau cheiro pela falta de banho, ela que tinha constrangido quando perguntou se ela era bonita, não era, era magra demais, suja demais.
- Bem doutor. - disse com o tom voz que ele conhecia como sendo da Maria. - Acho que finalmente vou ter paz, meu pai vem me visitar todo o dia, tem um curativo no braço mais ainda é meu pai. - sorriu amargamente.
- Então você e a dona do corpo. - disse o doutor. - eu cheguei a achar que a Gloria era a perturbada.
- Eu também doutor por muito tempo achei que eu era a intrusa naquela corpo, ela via beleza naquela casa e eu só via feiura, aquele casamento bem era tudo... mais ela não conseguiu falar.
- Tudo uma alucinação sua, o Gustavo nunca existiu, a casa e um velho sitio de seu pai, assim como o carro que lá estava, ele me contou que sabia que você vivia lá, mais como você estava calma com esta vida não quis atormenta-la.
- Sei. - Disse Maria olhando para os braços amarrados e não teve raiva por esta assim, sacudiu a cabeça para tirar o cabelo preto caído sobre rosto. - Quase que eu matei meu pai.
- Não. - disse ele ajudando a tirar o cabelo dela do rosto. - Se não fosse você seu alter-ego teria matado ele, bem agora vou deixa-la, depois conversamos mais tudo bem? Ela apenas fez que sim com a cabeça enquanto o medico saia e falava com a enfermeira.
- E um caso estranho e único onde a personalidade forjada toma conta do corpo e vive uma vida que.... ouviu o som da porta fechando-se.
Maria olhou para a esquerda para a janela meio aberta, viu no vidro um rosto que nunca iria se esquecer, uma mulher bonita, loira com os cabelos longos, olhos azuis, boca vermelha e pele branca... sim Gloria ainda estava ali em algum lugar... talvez tentasse sair, mais Agora Maria era mais forte e poderia lutar, e iria lutar por uma vida que era sua, por mais que fosse ali dentro do hospital... como quando era criança.
Fim..

Fado

O velho em minha casa está cansado,

Mas não há queixa, nem infelicidades,

Diante da doença, de seus filhos e de seu fado,

Ele relembra os tempos, onde as batalhas

Era a inspiração pros guerreiros em campo,

E em seu intimo deseja voltar pra aqueles tempos.


De frente ao inimigo, que honrosamente caem a seus pés,

Sob as sombras de inúmeras flechas zombeteiras,

Na ponta da lança contra seu peito,

Lutando para se equilibrar no fio da espada que o empurra,

Tentando o afogar num oceano vermelho, que já foi de seu povo.


O velho em minha casa está cansado,

E desfaz seu sorriso quando abre os olhos,

Abandonando seus devaneios,

Largando seus filhos,

Deixando este corpo doente.


O velho em minha casa, foi um guerreiro,

Nobre e de bom coração,

O velho em minha casa,

Aguarda-me sorrindo, até o dia em nos veremos novamente,

Talvez lutaremos juntos,

Defendendo nossa casa de novo.


O velho em minha casa,

Terá sua vingança,

Isso eu lhe asseguro, e peço aguarde por isso,

Até o dia que te encontrarei de novo,

Pai.

25/06/2010

Atos ao mesmo

Eu não tenho uma boa noite
já faz muito tempo
Eu estive dividido entre
matar e morrer

Nada mais importa
se oque eu quero me faz mal
Se o inferno é quente isso eu sei

Qual das drogas eu usei
se o inferno é bem mais
Mais acabou
e isso é tudo que eu faço

Me sinto tão doente
que essa dor me completou
logo estaremos em paz

Mas não me importa
se o diabo me condenou
se a dor é um sonho
eu senti

Me sinto tão feliz
mas já passou
algo não me quer em paz

Nada é melhor
nada é pra min
oque você tem de pior
eu já não sei

O pior foi chegar onde estou
você não sabe como me senti
Agora eu quero que tudo se vá
enquanto você não tiver o pior de min

Zayt al-Zaj



10 de Março de 2010, quarta-feira, 23h30.
A cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo, segue sua rotina. Trabalho, bebidas, orações, drogas, prostitutas... Com pouco mais de seiscentos e quinze mil habitantes, é um marco industrial e tecnológico no país que movimenta dinheiro e traz pessoas de todas as partes.
Na ultima semana, a cidade ganhou um novo habitante para contar em seu censo, um homem que pretende seguir seu legado onde quer que esteja.

Observando a saída de uma casa de jogos clandestina no subúrbio da cidade, Cristiano aguarda sozinho dentro do carro que acabara de “emprestar” sem o consentimento do dono.
No auge de sua juventude, Cristiano, com seus vinte e três anos, é um amante da literatura. Em sua biblioteca particular é possível encontrar os mais variados títulos, desde A Divina Comédia de Dante Alighieri até O Silencio dos Inocentes de Thomas Harris. Musico por prazer, passa seu tempo livre improvisando acordes e solos em sua guitarra ou se deliciando ao som de Pink Floyd, Tchaikovsky, The Doors, Chopin... Formado em primeiro lugar em química numa faculdade pública, foi chamado à cidade por uma multinacional que se interessou pelo jovem promissor. Porém, nesta noite, não está a trabalho de uma empresa e sim de sua necessidade.
Havia estudado por duas semanas, os hábitos de seu alvo e agora, olhando pelo retrovisor, aguardava o homem sair pelo portão de madeira quando ouviu a voz ao seu lado.
– Outra vez com seus jogos, Cristiano? – disse a voz de súbito.
Sem mesmo olhar para o banco vazio do carona, Cristiano respondeu:
– Foi você quem criou tudo, Isaac! Agora suma! Eu nem te encontrei ainda!
– Eu não crio perdedores! Você não vai me achar antes de ser pego!
Então Cristiano viu o que queria, através do reflexo em seu retrovisor, viu um homem alto, por volta de seus trinta e cinco anos sair pelo portão do cassino ilegal. Tateou no bolso pelo pequeno objeto que carregava e se virou para o banco vazio do carona.
– Desculpe-me pai, mas antes de te encontrar, eu tenho muito a fazer. – disse isso e saiu do carro.

Mais uma noite de jogos de azar se passou para Luiz. Funcionário exemplar de uma grande multinacional, vizinho exemplar, irmão exemplar, sem ficha na policia, nem mesmo uma multa de transito, além de freqüentar a igreja em encontros semanais, com exceção das quartas, é claro. O que quase ninguém sabe é o que dentro de casa sua família vive um inferno com um marido viciado em jogos que os oprime e desconta todas as suas perdas em forma de violência.

21/06/2010

LOUCURA PARTE 2 DE 3



- Tem algo pior que queira me contar, alguma outra visão desta moça, ela tem um nome?

- Doutor, ela surgiu muitas vezes para mim, quando eu estava para mergulhar em uma piscina, quando olhei no retrovisor do meu carro, nos espelhos, ela sempre aparece nos espelhos, mais o momento que tive mais medo foi um dia que cheguei em casa de mais uma procura por trabalho.

Tomei um banho quente, lavei meus cabelos, e depois desci as escadas para beber alguma coisa, abri a geladeira enchi o copo com refrigerante e me sentei na poltrona em que meu marida adorava ficar por horas lendo...- O doutor percebeu que outra vez a moça olhara com preocupação para o espelho ao lado da mesa. - Bebi dois ou trés goles pensando em como arranjar um emprego, não que eu precisasse de verdade mais não queria que Gustavo pensasse que eu tinha me acomodado vivendo só de pensão, mais eu não conseguia nada a maioria dos lugares nem me deixava entrar para deixar o curriculum, os outros nunca me ligavam e eu tinha cursos e qualificações, bem pensando nisso eu me lembrei no momento de meu pai, ele dizia para mim que nunca me perdoaria por ter...bem por ter causado o acidente de meu irmão, mesmo sem querer, e aquilo me causou tristeza eu amava muito meu pai, ergui o copo a boca e quando baixei sobre o braço da poltrona sentia que tinha alguém perto de mim.

Lentamente olhei para o lado e vi duas coisas que não poderiam esta ali, primeiro uma outro poltrona como a minha, só que envelhecida, rasgada em alguns pontos, em um destes buracos aparecia a espuma e esta estava manchada, marcas de terra e pontos vermelhos de sangue seco, sentada na poltrona estava ela, muito magra, pés descalços que não chegavam ao chão, cabelos compridos, sujos, bagunçados e caídos sobre o rosto, ela também segurava um copo,mais com alguma coisa suja, poderia ser água eu não tenho certeza, fiquei um momento parada olhando para ela, então notei alem dela que a parede estava sem cor, olhei para o teto e não vi o reboco nem o acabamento de antes, vi apenas os tijolos da laje expostos, não tinha meu lustre caro nem os detalhes no gesso, olhei a cozinha e o único móvel que sobrara era a geladeira, mais não a minha com um compartimento para tirar água sem ter que abrir-la, uma outra velha enferrujada com a porta sem fechar direito, olhei para a escada sem corrimão, o chão sem piso... me levantei de um salto olhando de um lado para o outro procurando minha casa.

- Onde estou o que é isso? Lembro de ter gritado doutor eu estava em pânico tinha madeiras nas janelas impedindo a saída e a porta da frente estava lacrada por tijolos e cimento...

- Você. - ela me falou e sua voz era fraca mais marcante parecia que tinha muita raiva ao falar comigo. - Você esta no meu mundo, onde tudo e realmente assim um caos que você criou ao matar...

- Cale-se. - eu gritei outra vez, não queria ouvir aquela estoria no entanto ela continuou. - Quando você matou nosso irmão criou isso tudo e criou a mim, eu só vou embora quando você for também. - lembrei por um momento que tudo aquilo não passava de uma alucinação falei...

- Você não pode me machucar, eu sou real e você é uma farsa.

- Tem certeza. - disse e no estante seguinte ela não estava mais na cadeira estava atrás de mim, com braço em volta de meu pescoço me puxando para trás, senti seu mau cheiro tão real e sua voz me arrepiou, a sua mão livre surgiu na frente do meu rosto e ela segurava uma faca .

- Você não pode, não pode. - eu repetia com medo, senti a faca entrar no meu braço , fechei os olhos para fazer tudo parar e ouvir ela dizer antes que eu abrisse os olhos.

- Eu vou matar você para ter descanso também... senti a faca entrar dolorosamente e lentamente na minha carne,quando abri os olhos estava de volta em minha casa, tudo no lugar graças a deus, cristais, tapetes e molduras, no entanto havia uma mancha enorme de sangue no chão, em meio a uma poça menor estava a grande faca da cozinha, enferrujada e velha, em meu braço um enorme e infeccionado corte que sangrava.

O doutor pareceu não acreditar muito na estoria dela, Gloria não se alterou bastou erguer o braço direito para o medico ver o corte já cicatrizando.

- Acho que você demorou muito para procurar ajuda Gloria . - disse o doutor anotando muito em pouco tempo, olhou para a mulher que olhava para o espelho então falou:

- Tem medo dos espelhos? Ela fez que sim com a cabeça e voltou a olhar para o teto, O Doutor ficou se perguntando se deveria tocar outra vez no assunto do irmão que ela já tinha citado algumas vezes, mais imaginou que ela não iria querer falar sobre isso, teria que tentar outra coisa, mais o que?

- No que esta pensando doutor? Perguntou Gloria olhando para o doutor que atendia aos planos médicos de várias empresas, atendia os titulares e o dependentes, e agora atendia a dependente do doutor Gustavo, que já tinha um histórico psicológico ruim, ficou se perguntando por um momento se ela não seria perigosa, ainda mais com o que estava para fazer, criou coragem e falou:

- Percebi que você entrou mancando aqui, foi alguma outra alucinação? Gloria respirou fundo antes de responder, o medico percebeu seus olhos cheios de lagrimas.

- Foi sim doutor, estou com muito medo, penso que posso me machucar a qualquer momento ou machucar alguém... lançou um olhar para o doutor que o fez recuar na cadeira.

- Antes de você me contar eu vou apanhar uma coisinha. - o medico estava com um plano na cabeça, um plano nem um pouco convencional, mais precisava saber com quem estava lidando, precisava saber o que ela fez para causar a morte do irmão, voltou de uma sala dentro de sua sala com uma teve e um vídeo, posicionou o aparelho de frente com ela e ligou, na teve apareciam cores, a tela toda ficava verdade, e no segundo seguinte ficava vermelha, amarela e assim por diante, também pode se ouvir uma musica calma, o doutor torceu para ela não entender o que ele estava fazendo, e antes que ela fizesse alguma pergunta sem saída ele disse:

- Isso e para você se concentrar melhor e lembrar tudo que vai me contar, é só olhar para as cores e ouvir o mantra. - disse ele levantando o som da TV, Gloria pareceu gostar do que ouvia.

- Tudo bem, quer saber como machuquei a perna? O medico fez que sim com a cabeça e sentou-se em seu lugar, ela começou a falar e ele disse:

- Olhe na luz se concentre nela, nas cores e na musica.

- Sim já entendi doutor, meu acidente.- ela parou um pouco como se tivesse pensando no assunto...

Eu não estava querendo ficar em casa, tinha acordado com muita saudade do meu marido Gustavo, então desci ate a cozinha e depois de me alimentar bem. - Gloria abriu a boca se sentia calma e com sono. - Depois fui para a garagem e vi nosso carro, que agora era meu como a casa toda, entrei nele e liguei com um pouco de dificuldade, tinha que levar no mecânico mais eu me esquecia por que era trabalho do meu marido antes, bem depois de consegui ligar o carro manobrei pela garagem e saiu pela avenida, aquele dia estava tranquilo, dirigi uns quinze minutos sem

problemas, então eu fui ligar o radio e percebi que não havia nem um, olhei o banco do meu lado e estava velho e estragado como todo o carro, olhei o volante, e percebi que aquele nem ao menos era o carro no qual eu tinha saído de casa, o som era alto e irritante som de carro velho, fechei os olhos para tentar voltar a realidade mais tudo foi pior quando abri os olhos estava no banco do carona e no banco do motorista, ela... Gloria não conseguia completar a frase... - ela estava.... seus olhos pesaram muito e o medico se aproximou e falou em seu ouvido.

- Quero que fale comigo, quem esta escondida a e dentro?

- Eu. - disse a mesma voz mais em tom diferente, o doutor soube que estava falando com a pessoa certa.

- Eu me lembro deste dia no carro. - falou calma e tranquilamente. - Eu tomei o lugar do motorista em um momento de fraqueza dela, vi que ela estava com medo mais só o sofrimento dela não iria pagar o que ela fez com nosso irmão, tinha medo de tocar meus ossos magros, não conseguia olhar em meus olhos doentios, assim eu mirei um poste e joguei o carro contra ele na tentativa de mata-la, voltei para o fundo de meu poço para ver se a paz chegava mais logo percebi que ela tinha se salvado, ainda vivíamos, mais eu ainda vou conseguir mata-la.

- Mais se você matar ela vai morrer também. - disse o medico falando com a mulher que matinha os olhos fechados por trás dos cabelos agora soltos.

- Eu sei, mais em fim eu teria paz.

- Como se chama? O medico notou que tinha que ser rápido pois Gloria poderia acorda a qualquer momento.

- Sou Gloria maria, mais pode me chamar de Maria. - fez um pausa e abriu olhos raivosos ela olhou com ironia para o homem e completou. - Doutor...


CONTINUA...

18/06/2010

Herói de Guerra

Vou caminhar nas alamedas do ódio
fugir agora está fora de contexto
Desafiar a morte será o meu pretexto
para dominar o meu desejo de ter ócio

Derrubarei todos em meu caminho
Não farei prisioneiros nesta hora
Nem cometerei os erros de outrora
vencerei mesmo que seja sozinho

No limiar da dor farei-me um mito
destroçando os inimigos sem piedade
com desdém do medo em cada grito

No final só restará meu estandarte
mostrando meu poder e ignorando
os crânios destroçados em toda parte

15/06/2010

005 - J. K. Rowling


Bem Vindos sejam devoradores!!!

Marcos "O Gênio do Mal", Jeff Araújo, Luh Fernandes e Erik Luthor falam sobre esse mundo mágico, criado pela britânica Joanne Kathleen Rowling, que ficou mundialmente famosa por sua obra prima: Harry Potter. Descubra qual escola de Hogwarts serve apenas como cabide de emprego, aprenda como descobrir quando visitas indesejáveis virão a sua casa e saboreie uma enchurrada de spoilers dos sete livros da inglesa.


E-mail:

osdevoradoresdeletras@gmail.com

Tempo de duração: 84 min





14/06/2010

Dicotomia Suicida


Quão verdes eram as folhas

Mas tornaram-se marrons com o passar do tempo

Quão belo era o passado

Mas tornou-se onírico com o a passar do tempo

O tempo passa e tudo fica claro

Percebo então algo interessante

A medida da força é Newton

E a medida da dor é Deus — auspiciosa ingenuidade

Que faço eu com o tempo?

Espero ele passar?

Ou acabo com ele de uma vez por todas?

Vivo por viver e isso já é bem sabido

Eflúvios pensamentos de não-vida

Percebo que viver ou não

É uma mera questão vetorial









Texto de nosso parceiro: Leio, logo existo

LOUCURA PARTE 1 DE 3


1
O Doutor saiu de seu consultório depois de dar um tempo entre a ultima e a próxima consulta, não era fácil ser psiquiatra, as vezes alguns pacientes mexiam com sua cabeça por mais preparado que ele fosse, olhou a próxima que se apresentava usando o convenio medico de um senhor Gustavo, ao ver a paciente vindo em sua direção o medico percebeu que era um caso serio.
- Ola como se chama? - ele poderia olhar no prontuario mais aquele primeiro contato era muito importante.
- Me chamo Gloria Maria mais pode me Chamar de Gloria Doutor. - disse a mulher parando de cara com um espelho bem ao lado da porta dentro do consultório, a principio ela não quis olhar mais quando finalmente olhou para o espelho gostou do que viu, cabelos loiros, olhos azuis, pernas muito grossas, saia jeans curta, uma blusa com o decote extravagante, realmente uma mulher muito bonita, entrou mancando no consultório.
- Sim claro. - disse o doutor parecendo meio perdido em seu próprio consultório. - Sente-se aqui Gloria. - disse enquanto sentava em sua cadeira de frente com o divã, era um tipo baixo negro, de olhos claros sendo que o olho da direita parecia morto como se tivesse sofrido um trauma. - O que a trás hoje aqui? o homem anotou em sua ficha que a mulher olhou assustada para o grande espelho que ele tinha entre a mesa e a porta e que fora colocado la de proposito, “ela chegou a morder os lábios de ansiedade” anotou ele, olhou de novo o prontuario para ter certeza do nome. - Gloria, qual e o seu problema?
- Muitos doutor, para começar eu me considero uma mulher bonita sabe, mais os homens ultimamente tendem a fugir de mim. - O senhor não acha que sou bonita? O medico pareceu um pouco encabulado, Ela agora parecia ter medo do espelho.
- claro você e linda. - olhou outra vez o prontuario. - Mais creio que seu problema seja pior que isso, aqui diz que você esta tendo alucinações. - disse vendo a mulher se deitar e olhar para o teto com olhos tristes.
- Sim, há muito tempo eu tenho mais piorou na ultima semana, eu sai para procurar emprego sabe, ultimamente esta tão ruim achar emprego, tenho uma pensão do meu ex-marido, mesmo assim é pouco para manter a bela casa que tenho, depois de muito andar com aquele salto-alto horrível eu resolvi deixar um curriculum em uma empresa de telemarketing que fica ali na Dutra, não que ache que telemarketing fosse me dar o dinheiro que eu precisava, você sabe esta profissão ou e começo de carreira ou e fim de carreira.
- Me fale do problema em si. - Gloria percebeu que o doutor não gostava muito dos rodeios.- continuou falando:- Estava descendo a rua, segurando a pasta de curriculum, fazia um sol maravilhoso e a rua estava vazia, eu descia ouvindo o som de meu salto no chão, sorria alegremente imaginando que talvez eu fosse receber uma ligação para um trabalho, então eu vi do outro lado da rua um tipo estranho de mulher, um tipo que eu já conhecia.
- Como ela era?
- É mais baixa que eu, sempre usa uma camisa muito larga, calça que chegava ate as canelas, cabelos bagunçados cobrindo os olhos o tempo todo, eu diminui o passo para vê se ela seguia seu caminho, tenho medo dela, mais ela diminuiu também, mudei de ideia e aumentei o passo e ela aumentou também. Parei fingindo arrumar o sapato e ela parou tocando os pés descalços, me virei para ela sabendo que já conhecia aquela figura, ela se virou para mim e atravessou a rua.
- Interessante. - disse o Doutor anotando a descrição que Gloria fez da mulher. - continue .
- Ela chegou perto de mim e eu pude sentir seu mau cheiro, sorriu para mim com um sorriso cheio de dentes podres e alguns faltando, as unhas eram enormes e sujas, ela olhou dentro dos meus olhos e gritou:
- Assassina...você matou nosso irmão. -A voz da mulher ainda ecoava dentro da cabeça de Gloria. - no mesmo instante um carro virou a esquina onde eu estava, achei que iria ver a mulher esfarrapada ser lançada longe, era tão real, seu halito, o cheiro de sua roupa molhada, seus olhos, foi minha vez de gritar quando o carro passou eu imaginei que iria ter um cadáver no chão, porem não tinha nada nem ninguém, nem restos de ninguém.- fez pausa para respirar fundo. - Só me lembro do motorista rindo de mim por ter me assustado, depois disso voltei para a casa, e infelizmente não me sentia sozinha.
- Você viu esta imagem. - o doutor frisou a palavra imagem. - Outras vezes?
- Sim, e por isso que estou aqui vejo ela desde de a infância, eu poderia ter esquecido como já tinha esquecido antes mais desta vez ela voltou com mais frequência.
- Tem alguma ideia de porque ela te chamou de assassina?
Ficou calada por muito tempo, talvez pensando se deveria ou não contar a estoria de sua vida, olhou para o teto e depois para o doutor, olhou as unhas bem feitas, respirou bem fundo e falou:
- Sim, mais na verdade eu não matei ninguém, só acho que fui responsável por uma morte.
- Quer falar sobre isso agora? O doutor se arrumou na cadeira para ouvir a estoria da mulher, se ela resolve contar no entanto ouviu um insatisfatório:
- Não estou pronta ainda Doutor.. Gloria gaguejou e depois ficou calada olhando para o teto do consultório.
- Você vive sozinha não é? Foi a próxima pergunta a que ele respondeu positivamente com a cabeça, depois falou:
- Eu vivia ate o ano passado com meu marido Gustavo, mais tivemos uma briga horrível certa noite e ele foi embora, o pior que pensando melhor sobre o assunto, nesta noite eu esperava meu amado sentada na cama, se posso lhe dizer doutor, estava cheia de desejos, tinha colocado minha melhor camisola, tinha me perfumado, puxei a cortina da janela e deixei apenas o abajur ligado, com um copo de vinho na mão e a garrafa na outra eu esperei, e esperei, passou da hora dele chegar e logo deu dez horas, comecei a ficar preocupada, andava de um lado para o outro dentro do quarto, desci na sala e liguei para o celular dele... nada, quando estava voltando para o quarto, passei em frente a um espelho grande e tive a impressão de ver ao invés de mim outra pessoa no espelho, era a esfarrapada, muito magra os cabelos no rosto, parei e voltei um pouco e pode ficar tranquila, a imagem no espelho era minha mesmo, mais eu sabia que alguém me observava.
O doutor ouvia a tudo e fazia suas anotações....
Quando Gustavo chegou, perguntei onde ele estava, já passava das duas da madrugada, ele me enrolou como das outras vezes, briguei e gritei e ele tentando se esquivar de mim, então quando ele percebeu que eu não ia parar me contou de sua amante, me pediu perdão mais soube logo que eu não iria conseguir perdoa-lo, eu o amava demais e ele me demonstrava um carinho que eu nunca tinha tido na vida, carinho que minha família nunca tinha me dado, foi embora e me deixou sozinha outra vez e assim estou ate hoje, deixou a casa e o carro para mim,o convenio e uma pensão, primeiramente eu quis sair da casa, mais depois pensei melhor, eu merecia algum premio mesmo que fosse de consolação.
- Bom, seu pai também se chama Gustava não é? Perguntou o medico olhando a ficha da paciente que logo respondeu:
- Sei o que esta pensando, que eu procurei alguém, igual ao meu pai para me casar que eu tinha um tipo de complexo de etipo não é isso? Perguntou ela olhando dentro dos olhos do medico que sorrindo respondeu.
- Sim é isso, acho que estou certo não e mesmo? Gloria suspirou mais fundo desta vez e olhou para cima de novo.
- Sim, foi prefeito quando eu conheci ele, era igual a meu pai no jeito de agir e falar com as pessoas, e para melhorar tinha o mesmo nome do meu pai, eu me apaixonei por ele na mesma hora.
- Seu pai lhe tratava de que forma? Perguntou deixando o caderno de lado um pouco e abrindo bem os olhos, mais aquele olho meio morto não se abria muito, Gloria pensou em perguntar para o doutor sobre seu olho mais achou que talvez fosse falta de educação.
- Meu pai não ligava para mim, minha mãe tentava mais não conseguia me amar, eu não sei porque, e quando meu irmão nasceu foi pior a pouca atenção que eu tinha foi para ele, eu ficava isolada em um canto sem carinho sem ninguém, mais não conseguia sentir raiva de meu pai nem de minha mãe, sentia saudades deles. - neste momento o Doutor percebeu que ela limpou uma lagrima no canto do olho direito, sugou algo que saia pelo nariz e depois falou. - Mais eu tinha raiva do meu irmão, este sim.
- Quer falar de seu irmão agora?
- Não doutor, prefiro esquece-lo.- duas tentativas e nada da mulher falar de seu pior inimigo, porem o doutor já encontrara alguns problemas óbvios, sentimento de rejeição, alucinações graves e talvez um traço paranoico, tudo isso estava anotado no seu caderno quando ele pegou e leu tudo anotou ainda, -” tentar saber mais sobre o irmão” pensou e depois ”Se ela não falar do irmão vou ter que recorrer a métodos não convencionais ”

CONTINUA...

12/06/2010

Minha ação

Eu não vim para atirar em você
Nenhum jogo perdido de palavras;
Queria te salvar da sua visão
E não permitir que desmorone
Em sua construção falsamente concreta
De estrutura fundada em elogios alheios.

Não vou partir da minha ira,
Como um dia desses...
Saltando os pensamentos
Sem com eles gerar nem mesmo uma ideia;
Trago os sentidos de nós em confronto
E em sinal de calma não faço alusão ao seu nome.
Saber do meu coração
É o mínimo possível não exigido
Que eu também não atingi,
Não pelo menos de tão perto o suficiente;
Porém não vou fugir como disse,
Voando por cima de pedaços exauridos de fotografia.

Vou continuar n’um abraço bonito...
Só para não puir os bons fluidos de seu aperto
E ao exercer o princípio da primeira ruptura
Eu me traio!
Só para rir de mim mesmo
E gozar novamente um decisivo enlace.



Texto de nosso parceiro: Wave's Poems

10/06/2010

Senhoras e Senhores...


... Eu apresento a vocês:

A RAÇA HUMANA

Visionários e latentes precursores da história.
Seres altamente desenvolvidos com os seus cérebros, polegares e prédios.
A evolução é uma palavra adorada entre os membros desta espécie que assumem a postura de seres superiores.
Acreditam tanto nisso que acabam por ignorar o mal causado por este "processo evolutivo", sempre acham que podem resolver tudo no futuro.
Aliás, esta também é uma palavra muito importante no vocabulário destes.
A grande maioria vive em função do futuro:” O futuro da humanidade "
O hoje é o amanhã!

As relações humanas podem ser resumidas da seguinte forma:

PRIMEIRO: “Como posso me destacar "
SEGUNDO:” Os fins SEMRE justificam os meios "
TERCEIRO: “O Poder "

Mas isso não é tudo, pois quando se fala em raça humana temos uma enorme variedade de relações.
Existe, por exemplo, um grupo destes incríveis espécimes que servem de alavanca para o processo evolutivo desta chamada Sociedade Moderna.
São estes seres julgados incapazes de entrarem para o outro grupo, funciona como uma seleção natural, ou melhor, seleção cultural.
Para o sucesso de um ser é preciso avaliar muitos fatores; como o econômico, a etnia, a ambição, a capacidade de subjugar, e muitos outros. Daí sim temos um ótimo produto para o sucesso instantâneo.
Mas não nos esqueçamos nunca dos “rejeitados”, pois são os próprios que põe, de fato, a mão na massa para a criação da imagem e semelhança do HOMEM.
E por toda parte eles se organizam comprando e vendendo todas as idéias de seus irmãos mais valorizados.
Há um outro grupo neste meio humano que se destaca dos outros dois.
São seres muito interessantes desde o aspecto físico, onde pode-se encontrar os chamados desleixados no modo de se vestirem, com tecidos diferentemente arranjados e destoantes. Não se preocupam tanto em cortar o cabelo ou até mesmo pentear. E a barba por fazer da uma aparência suja ao indivíduo.
Andam de forma preocupada mas não tão apressada como seus irmãos.
E diferenciam-se também no aspecto mental, no âmbito das idéias, já que estão sempre pensando. A cabeça só dá uma folga quando sob o efeito de álcool etílico ou substâncias alucinógenas.
Diga-se de passagem que são seres de hábitos noturnos, também classificados como boêmios.
Não acreditam nas premissas dos irmãos mais valorizados, aliás, não só não acreditam como vão em sentido oposto, muitas vezes se atracando em ferozes batalhas intelectuais.
Estes três grupos existem há muito tempo, mas nem sempre foi assim.
Havia uma época no início da perpetuação da espécie em que todos pertenciam a mesma família.
Eram iguais, porém menos desenvolvidos. Não tinham cérebros tão complexos, muito menos prédios.
Apenas polegares.
Mas viviam em paz.
Esta época é conhecida como "pedra lascada".
Hoje procurando razão e conhecimento se deparam também com o saber, caminhando assim em direção ao "Buraco
branco no Espaço", que é o grande ápice deste complexo ser.
Nós observadores acreditamos nesta espécie tão diferente e tão curiosa.
Por isso estamos aqui para relatar e vivenciar a gloriosa VIDA HUMANA.