28/01/2011

Psicose! - #002 - "Il Maestro"


“Il Maestro”


Bom dia a todos! Vamos discutir um pouco sobre o talento jogado ao vácuo de nosso tempo contemporâneo, vamos falar dos gênios da música clássica! Veremos que em nosso tempo – apesar do advento de milhares de porcarias – também existem alguns nomes tão talentosos quanto os deuses da música do passado. Vamos falar de alguns nomes atuais, mas pra quem não conhece ou não sacou pelo titulo, vou começar lhes apresentando o bom velhinho carrancudo – que pra mim é um dos melhores de nossa época – Ennio Morricone.
Ao ouvir falar em música clássica a maioria pensa em Beethoven, Mozart, Bach, Tchaikovsky outros pensam em Chopin, Paganini, Vivaldi, Brahms... E não estão errados, estes dentre outros merecem ser aclamados por toda a eternidade, pois inspiram todo tipo de sentimento em qualquer um que ouça – tenho que admitir que o Inverno de Vivaldi e Minute Waltz de Chopin aguçam minha agressividade como nada nesse mundo–. Mas o que poucos se perguntam é: onde estão os gênios da musica clássica de nossa época? Sim! Eles existem!

Quando pensamos em trilha sonora para filmes e afins, logo imaginamos uma banda tocando uma música famosa ou aqueles sonszinhos de fundo que ninguém dá atenção, mas há alguns anos atrás não era bem assim, havia todo um trabalho por trás das câmeras para fazer tudo acontecer. Não é todo dia que vemos uma trilha sonora ser imortalizada e atingir um patamar acima do filme em questão, sendo o filme uma obra imortalizada na história do cinema. Pois bem, quem assistiu The Good, The Bad and The Ugly (Três Homens em Conflito) sabe do que estou falando, mas mesmo quem não assistiu conhece. Sabe aquela musiquinha de assoviada de western que todo mundo conhece? É obra dele, vide o vídeo abaixo.




27/01/2011

Desabafo Nº 5


A vontade de fazer algo que muda o mundo, algo que revolucione e de alguma maneira melhore o poço de lama onde você vive, sempre aguçou os sentimentos dos jovens mais propensos a realmente se importar com algo que mereça mais tempo que uma hora diária nas noites do culto a novelinhas que servem de lavagem cerebral das crianças e condicionamento de suas mamães e papais. A chama da revolução não passa de uma pequena fagulha que é alimentada com migalhas úmidas de um pão sabiamente chamado de “ajuda de custo”. O poder do povo mais parece uma rinha de galos, onde os donos dos animais se reúnem de tempos em tempos e assistem os menores sangrarem, para nomear seu dono campeão, vencedor e presidente. Infelizmente eu não posso fazer nada quando a água bate aos meus pés se nem ao menos, nadar eu sei, alguns aprendem quando a água atingem a altura do peito, mas nessa hora já é tarde e não existem pra onde ir. Tudo o que eu vejo em meu bairro é desgraçado aos meus olhos e o pior é que ele corresponde a uma pequena fração de um plano maior da maldita terra livre onde eu não posso expressar o que tenho vontade, da maneira que tenho vontade sem ao menos provar da privação de liberdade por uma noite. Crianças que deveriam saber o verdadeiro sentido de ir a escola, praguejam o fato de as férias estarem acabando. Hoje a escola se tornou para os pais, uma obrigação para que não levem sua criança de seus braços e para que ele não perca a maldita “ajuda de custo”. O estudo e o conhecimento hoje, se tornaram um maldito catálogo, onde a maioria escolhe aquilo que poderá lhe trazer mais lucro, de acordo com a força de vontade própria naquilo que previamente será chamado de trabalho, mas que ao começar, será chamado de desgraça. Ninguém mais estuda por querer saber, por conhecer, por realmente ficar inteligente, ninguém mais canta pra “alegrar a alma” a não ser a alma do real, a alma de presidente verdes e mortos, e rainhas que insistem nesse sistema falho e morto que só se vê em outro lugar, sendo este nas páginas de romances medievais. Ninguém mais cria, só existe a procriação e propagação de conceitos que eu poderia respeitar, mas sou livre pra acreditar num deus que eu mesmo criei e que encontro dentro de meu próprio peito sem ter a necessidade de estar presente em um templo para adorá-lo.

A comodidade arrombou as portas das donas de casa e derramou seu leite, fazendo com que elas não fizessem nada a não ser chorar pela desgraça e limpar o chão com o pano imundo tecido pelo conformismo. Em minha mais singela opinião, o leite derramado só faz em atrair moscas, essas por sua vez atraem aranhas, que chamam os pássaros e quando se percebe já foi criado todo um universo novo e diferente do anterior com o leite dentro do jarro, porém infelizmente, ninguém derrama o leite por vontade própria, ninguém quer arriscar lutar por algo novo e abrir mão da única coisa que cada um pode dar pelo outro, o suor e esforço, ninguém mais liga pelo bem ou satisfação que não seja a própria, ou em raros casos por alguns poucos debaixo do próprio teto.

E mesmo depois disso tudo eu só consigo me lembrar de uma citação:

“Havia um motivo pra contar essa história, mas, temporariamente fugiu da mente do autor” Douglas Adams


Jeff Araújo

26/01/2011

Poesia Virtual - 002 - H.B.Neto


Bem vindos sejam os devoradores.

Mais um Poesia Virtual trazendo para vocês um poeta que nos traz ondas e mais ondas de metáforas belíssimas e uma metrica de dar inveja a qualquer letrado em filosofia. Estou falando do nosso parceiro H.B.Neto, que da enluarada e quente Salvador, nos deu a honra de mostrar a todos seu talento e poesia. Deliciem - se com mais esta entrevista e nos vemos novamente na próxima quarta- feira, abraços a todos:

Erik Luthor: Vamos começar com o básico: Qual seu nome completo, idade, profissão e onde te encontro na internet?
H.B.Neto: Hélio Braga Pitanga Neto, 25 anos, administrador e tecnólogo em radiologia (em curso), estou no orkut (http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=ls&uid=18220157107960501355) e em meu blog de poemas: http://wavehbneto.blogspot.com/


Erik Luthor: Você se inspira em algum escritor para escrever?

H.B.Neto: Eu me inspiro numa corrente imediatista, não necessariamente ligada a um escritor. Mas gosto de Machado, Lispector, João Ubaldo e internacionalmente aprecio Saramago, Sheldon e Victor Hugo.

Presta atenção!

Não se faça de tola
Não devolva a tristeza do seu coração
Em trevas para o meu viver

Não seja egoísta
Não queira só para você
Os medos desta vida maldita

Não chore sozinho
Juntos  podemos sofrer muito mais
Encheremos baldes
Com nossas lágrimas

Não  me perca
Senão quem mais te dará
Conselhos tão  interessantes


Erik Luthor

25/01/2011

As Crianças Das Covas parte 4

Desceu as escada e viu a mesa com louças sujas, os homens tinham ido trabalhar depois do café da manha, Sílvio chegou perto da mesa e viu mãe e filha arrumando a cozinha, andou ate a porta notando o pequeno comodo, pia, mesa, geladeira antiga e muitos armários.
- Bom dia senhoras. - disse com a voz alegre, aquela hora do dia já estava quente ele sentiu uma gota de suor descer pelo rosto e ir parar no chão.
- Bom dia moço, dormiu bem? Perguntou Maria fingindo que nada tinha acontecido com eles a noite.
- Muito bem eu estou com fome tem algo para comer?
- Tem sim. - foi Katia quem disse apontando a mesa onde tinha alguns pães, café e leite quente. - Separamos um pouco se não os roceiros comiam tudo.
Sorrindo ele entrou na cozinha sentou-se a mesa e começou a comer, conversaram sobre como era o clima e o crime em São Paulo, de como a vida ali era diferente de como tudo ali era mais barato, de como cada mês em Pedra vermelha pareciam um longo ano conversaram ate que ele terminou o café, se levantou e disse ainda com a boca cheia.
- Eu vou passear um pouco, vou visitar a casa onde meu avô morou.
- No engenho velho? Foi Katia quem perguntou e Sílvio fez que sim com a cabeça, antes de sair ele subiu ao seu quarto e apanhou na mala um caderno e uma caneta, desceu novamente e teve um sobressalto, ao ver as fotos na parede teve a impressão que a menina que aparecia nos retratos era a mesma que ele tinha visto em seu sonho.
- Algum problema moço? Perguntou Maria encostada na porta da cozinha, Sílvio olhou para os retratos e depois para a mulher era melhor não fala nada sobre aquele assunto. - Não é nada, você pode me dizer qual o melhor caminho para chegar ao engenho?

21/01/2011

Psicose! - #001 - Tempo da geração insípida...




Boa noite a todos que decidiram desprender seu precioso tempo nesta reflexão cansada e inútil! Tenho há muito tempo uma “teoria” em mente com base nas coisas vividas, aprendidas e observadas, porém nunca tinha passado isso para o papel (ou para um editor de texto, sei que você entendeu) então pensei: “Oras bolas! Eu posso utilizar na minha coluna semanal!”
Esta teoria defende a minha opinião de que a situação social de nosso país – e imagino que deve se aplicar a outros também – evolui num ciclo de três gerações onde cada geração passa por diferentes estágios, onde no final tudo se reinicia com as diferenças tecnológicas da época.
Então aí vai, mas antes, saiba que este texto foi inspirado em nossa atual condição, e o fiz pensando em mim, em pessoas ao meu redor e, muito provavelmente, pensando em você!


Tempo da geração insípida...


Vamos primeiro compreender um pouco sobre geração, pois este é um conceito de tempo muito variável, levando em consideração que depende única e exclusivamente de etapas de descendência. Diz-se que um período de cada geração humana dura cerca de 25 anos e que um século compreende de 3 a 4 gerações, então vamos estabelecer um período de geração entre 20 e 25 anos sendo que a diferença de idade entre o membro mais velho e o mais novo de cada geração é de cerca de 15 anos. Agora que você sabe quanto tempo leva para valores se degradarem, vamos ao assunto.
A meu ver, são 3 as gerações que compõem o ciclo repetitivo que fazem nosso povo ser o que é em determinado tempo numa escala que começa de forma evolutiva e depois se degringola até o estado vergonhoso antes de reiniciar e evoluir outra vez. A estas 3 gerações eu dou o nome de: Geração Mártir, Geração Concórdia e por fim Geração Insípida. Vamos falar com base no ciclo atual.

Comecemos então do inicio, da primeira geração do ciclo, a geração mártir. Esta geração é marcada pela dor, pela inteligência e pela luta. Tentarei ser breve e conciso para não tomar um espaço gigantesco:
1º Estágio – Opressão: A opressão pode ser muito útil desde que saiba ser utilizada, porém é muito raro encontrar um líder ou governante que a saiba usar. E neste estágio ela não é moderada e o povo tem sua voz calada – Eles não aprenderam com A Revolução dos Bichos  que se quer oprimir sem revolta deve manter o povo entretido?  –. O grande erro de quem cala o povo é esquecer que quando não se fala se lê, se ouve e se aprende. O silêncio cria a “cultura” e, misturados a maioria que abaixa a cabeça, surgem às grandes mentes que indignadas, desafiam o poder e tentam inspirar aqueles ao seu redor. Neste estágio a mídia da época é dividida em 2  “classes”, uma apóia a opressão e a outra é tão oprimida quanto o povo.

“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada... É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


18/01/2011

Poesia Virtual - 001 - Josiane Dagort

 -


Bem vindos sejam devoradores!
Estréia hoje a coluna Poesia Virtual deste que vos escreve Erik Luthor. A idéia é mostrar para todos a poesia na internet e seus autores além daqueles que vocês já conhecem nos devoradores de letras. O intuito é garantir que os poetas da internet tenham a divulgação necessária e os leitores um leque maior de possibilidades.
Espero que gostem e se divirtam:
Hoje entrevistarei uma excelente poeta que, segundo ela, escreve só aquilo que sente. Agradecemos aos deuses da poesia que os sentimentos dela sejam tão bonitos a ponto de chamar a atenção por uma métrica caótica e bela. Estou me referindo a Josiane Dagort, a catarinense de Xanxerê estuda e trabalha com moda e escreve como ninguém os delírios, desejos e dores de sua alma. Ao som de rock grunge e saboreando litros de suco ela deu a este que vos fala a alegria de algumas palavras, fiquem agora com a entrevista e divirtam-se:

Erik Luthor: Vamos começar com o básico qual seu nome completo, idade, de onde veio, onde reside e onde te encontro na internet?

Josiane Dagort: Josiane Cristina Armani Dagort, 23 anos, Xanxerê-SC, me encontra na web em: www.talvezvocetropecenisso.blogspot.com, www.porjohdagort.blogspot.com, www.conclavedosdeuses.blogspot.com, e em josidagort@gmail.com.

Erik Luthor: Armani que chique se precisar de um terno é só falar com um parente seu?

Josiane Dagort: Pois é (risos), existe um parentesco com o italiano mas não me lembro qual.

Erik Luthor: Na sua opinião o que chama mais atenção em sua poesia?

As Crianças Das Covas parte 3


Acordou com o quarto quase todo escuro, a única luz existente era a que vinha da janela por cima cabeceira da cama, aquela escuridão não se movia mas estava viva, naquela quarto não havia vida alem da de Sílvio mas algo existia, esqueceu onde estava, fazendo o que? Pensava que estava em um sonho, um sonho que se tornava um pesadelo, olhou para a porta do quarto e esta estava meio aberta, estava com alguém antes? Quem era? Fazendo o que? Parado na porta estava alguém. Pela estatura era um menino, o que estava causando aquelas sensações? Algo que comeu antes de dormir? todos sabemos que comer demais antes de dormir causa pesadelos horríveis, não... não era isso que causava aquela sonho ruim.
A pequena figura entrou no quarto andando devagar passo ante passo, usava um pequeno chapéu sobre a pequena cabeça, primeiro sua mão tocou a cama e Sílvio notou que ela era enluvada, mais desprovida de carne, depois o menino vestido com roupas do seculo passado sentou-se na cama, de cabeça baixa quieto, seu queixo também não tinha carne.
- Você me poupou um trabalho enorme vindo para cá. - A voz era de criança mas era carregada de ódio e desgosto.
- Quem é você? Perguntou Sílvio sem saber se estava acordado falando com o nado ou dormindo profundamente e tendo o sonho. - Por que matou meu pai e me avô.
O menino ergueu um pouco a cabeça e Sílvio pode ver que ele não tinha carne no rosto, o cranio sujo de terra, buracos nos ossos, restos secos de carne, corpo sem pele sem veias sem sangue, as roupas estava comidas aqui e acolar.
- Matei seu avô por dinheiro, e como o dinheiro maldito continuou lá eu matei seu pai e como continua lá eu...
O menino com metade do corpo na sombra e a outra metade na luz não mexia o cranio ao falar, Sílvio ouvia sua voz infantil na cabeça, sentia medo.... olhou para a porta e notou que tinha mais figuras paradas ali, um grupo de crianças nas sombras, não conseguia contar quantas eram, a frente notou uma garota de cabelos cumpridos que também usava chapéu, conseguiu distinguir no grupo um bebe no colo de uma outra menina.
A menina que estava a frente entrou no quarto estava com roupas de festa ou de ir a misa no domingo, vestido e sapatos brancos tudo sujo de terra, um chapéu parecido com os das bonecas antigas cobrindo a cabeça e os olhos, a menina colocou a mão suja sobre os ombros do menino esquelético, seus lábios estavam vermelhos e carregavam um sorriso sarcástico.
- Quem são vocês? Sílvio perguntou e a menina sorriu medonhamente dado-lhe um arrepio causado antes apenas quando tinha visto seu pai ser enforcado por aquela figura esquelética na sua frente.
- Somos atormentados. - disse a menina com a voz mais linda que Sílvio já tinha ouvido. - E a culpa é de vocês enquanto o ultimo estiver em pé nos também estaremos. - sua voz era linda, Sílvio quase esqueceu que vinha de um zumbi de um mini-demônio.
- Que foi moço... quer um beijo meu? Perguntou a menina mostrando dentes amarelos e gargalhando alto...
Sílvio acordou suando e tremendo, o dia estava quente e ele estava sozinho, lembrava tudo, da noite maravilhosa com Maria, lembrava do que tinha vindo fazer.
Olhou o livro sobre o travesseiro apanhou ele e pegou a foto-marca-pagina.
- Cinco dias vovô, cinco dias pai, em cinco dias eu descubro que maldição é esta e talvez não encontre vocês tão cedo.

continua...

Marcos "O genio do Mal"

16/01/2011

Cast de Bolso - #001 - A Torre Negra


Boa noite viajantes!
Nesta noite o ka-tet dos Devoradores se sentará em volta da fogueira sob a lua do mascate e os membros confabularão sobre a maior obra de Stephen King: A Torre negra. Conheça neste "mini cast" um pouco sobre a obra na visão de um leitor que seguiu durante meses a fio o pistoleiro Roland Deschain.
Saiba sobre o que a obra fala e supere todos os obstáculos junto com Erik Luthor, Jeff Araújo, Marcos O Gênio do Mal, Albert Salvador e Leonardo.

"Vá, então. Existem outros mundos além deste."


E-mail:

osdevoradoresdeletras@gmail.com

Tempo de duração: 15 min



14/01/2011

Psicose! - #000 - Piloto






Bem vindo seja caro Devorador!

Então, muito provavelmente, este é o primeiro contato que temos, não como contista, poeta, etc., e seus leitores, mas sim como um humano pensante e racional compartilhando de suas idéias e opiniões com seus semelhantes... e alguns não tão semelhantes assim...
Pois bem, quando surgiu a oportunidade desta coluna eu pensei, e pensei, e pensei. Acabei encontrando tantas idéias no porão que não soube por onde começar até que tive a brilhante idéia de começar apenas dizendo o que eu pretendo com este espaço e deixar as idéias fluírem.
Então, nesta edição “piloto” irei simplesmente apresentar a idéia da coluna.
Vamos, iniciar, esclarecendo algumas coisas, primeiramente: “Psicose!”. Escolhi este nome não por que sou algum tipo de psicótico - pelo menos não com todos -, mas tenhamos que admitir que o fato de sabermos que existem mentes psicóticas vivendo ao nosso redor vendo as pessoas como presas em potencial fascina a mente da humanidade desde que o conceito foi gerado. Por outro lado também achei propicio o nome pelo simples fato de que gosto do termo clínico utilizado: “perda do contato com realidade” e acho que se enquadra bem ao que tentarei fazer.
Quando digo que tentarei lhe tirar do contato da realidade, não quero dizer que te levarei com Dorothy pelo Mundo Mágico de Oz e nem perseguirei Alice Através do espelho, mas quero fazer com que você saia de sua realidade e venha para a minha por alguns instantes, quero que não só leia, mas veja com meus olhos, em outras palavras, assim como eu acho que todos os pontos de vista são exploráveis e cabe a cada um decidir se é coerente para si ou não, eu tentarei deixar minhas palavras mais tangíveis para cada um tirar suas próprias conclusões, pois cá entre nós, vamos admitir uma coisa: por mais aberta ou mais fechada que sua mente possa ser e por mais que você possa gostar desse mundo que a sociedade te impõe, o mundo que existe em sua cabeça é muito melhor, não é? Minha proposta é dar a oportunidade de “pensar fora da caixa”... da sua caixa.
Este não é um espaço somente para crônicas, mas você irá encontrá-las aqui, não é espaço para somente artigos, mas também os encontrará.
“Mas, afinal, qual o formato de sua coluna?”
O formato que me for conveniente no momento em que eu a escrever!
Já que a constituição de meu país me da a liberdade de expressão, e lhe dá, além dela, o direito de escolha, este espaço será perfeito para discutirmos, não só sobre literatura, mas sobre os mais variados assuntos, desde fatos ocorridos, mitologias, cotidiano, música, sociedade, até teorias e religião – Por falar em religião, já deixo claro minha opinião de que Darwin estava certo. – e quero que, juntos, façamos um comparativo entre ficção e realidade. Compartilhem comigo os seus pontos de vista. Temos um acordo?
Então tudo bem... Por enquanto fico por aqui. Na próxima sexta falaremos um pouco sobre o passado, presente e futuro.

Leonardo Rodrigues

Devoradores de cara nova!!!

Bem vindos sejam devoradores!!!

Entrem sem bater e fiquem a vontade na nova casa de vocês!
Estamos estreando este novo visual cheio de magia e novidades e logo estrearemos as nossas novidades como as novas colunas e o Cast de Bolso.
Fiquem ligados e divirtam-se com as diversas atrações deste blog que tanto conhecem e amam.

Abraços!!

07/01/2011

012 - Bram Stoker



Bem vindos sejam "Devoradores da Meia Noite"!!!

É com uma infindável honra que venho até vocês lhes falar sobre essa nova aliança, no primeiro (espero eu, que seja o de muitos outros futuros) episódio do ano Erik Luthor, Evandro Sal (Sexta Meia Noite), Marcos “O Gênio do mal”, Marlon Master (Sexta Meia Noite) e Jeff Araújo se reunem num papo sombrio e noturno sobre Bram Stoker, o grande criador da grande obra Drácula. Descubra o que ele tinha em comum com um dos seres da meia noite, saiba em que criatura maligna que já caminhou sobre a Terra ele se inspirou pra criar o infernal vampiro e perca a conta de quantas salvas de palmas podem ser ouvidas nesse podcast!!!


Tempo de duração: 90 min.



01/01/2011

Carne Humana

No copo escondi meu eu verdadeiro

Me libertando das dores de outrora

Agarrado ao desespero de agora

Que me destrói o coração por inteiro


Que me falta nesta vida bandida

Senão um rumo prodigioso

Sinto um fascínio horroroso

Por querer encontrar uma saída


Nas alamedas do medo caminho só

Cantarolando lamúrias de fúria

Com a garganta enforcada em um nó


Devaneio sobre lutas celestiais

Mas ao encontrar a solidão eminente

devoro-me como aos meus canibais